IPCA-15: prévia da inflação cheia registra alta de 0,06%
Principais pontos
- O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15) registrou alta de 0,06% em julho, o que representa uma redução de 0,35 ponto percentual em relação ao mês anterior, quando registrou alta de 0,41%
- O resultado foi considerado positivo por agentes do mercado financeiro e abre caminho para a possibilidade de o Comitê de Política Monetária do Banco Central realizar um novo corte de juros na reunião da próxima semana
- O grupo alimentação e bebidas puxou o índice para baixo, com redução de 0,66%. Já o grupo habitação apresentou a maior elevação, de 0,97%, com destaque para o preço da energia elétrica residencial, que subiu 3,03%

O índice que mede a prévia da inflação oficial cheia do país registrou desaceleração em julho na comparação com o mês anterior. O resultado foi considerado positivo por agentes do mercado financeiro e abre caminho para a possibilidade de o Comitê de Política Monetária do Banco Central realizar um novo corte de juros na reunião da próxima semana, nos dias 04 e 05 de agosto. No último encontro (junho), o Copom reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, levando a taxa para 14,25% ao ano.
IPCA-15 tem desaceleração em julho
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), registrou alta de 0,06% em julho, o que representa uma redução de 0,35 ponto percentual em relação ao mês anterior quando registrou alta de 0,41%.
No ano, o IPCA-15 acumula alta de 3,51% e, em 12 meses, de 4,52%, abaixo dos 4,80% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em julho de 2025, o IPCA-15 foi de 0,33%.
Resultado por grupos
O grupo alimentação e bebidas puxou o índice para baixo, com redução de 0,66%. Já o grupo habitação apresentou a maior elevação, de 0,97%, com destaque para o preço da energia elétrica residencial, que subiu 3,03%. Os reajustes tarifários foram aplicados pelas concessionárias das cidades de Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Belo Horizonte.
No grupo alimentação e bebidas, a queda foi puxada pela redução de 1,14% na alimentação em domicílio, de 19,95% no preço do tomate, de 10,03% no preço da batata-inglesa, de 3,13% no café moído. Entre os itens com alta nos preços, os destaques são: pão francês, com aumento de + 0,65%, e cebola, com alta de +7,10%.
Medição regional
Quanto à medição regional, a maior variação foi registrada no Rio de Janeiro (0,44%), por conta das altas da passagem aérea (24,34%) e da energia elétrica residencial (4,88%). Já o menor resultado (-0,22%) ocorreu em Belém destacando-se as reduções no açaí (-19,45%) e na gasolina (-3,35%).
O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários-mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e do município de Goiânia.
Esta matéria foi escrita e editada pela equipe da Global South World, você pode entrar em contato conosco aqui.